A Braskem confirmou, por meio de fato relevante divulgado ao mercado na manhã desta segunda-feira (24/8), que o conselho de administração da empresa aprovou o pedido de recuperação extrajudicial da companhia. A petroquímica tem dívidas estimadas em US$ 10,9 bilhões (cerca de R$ 56 bilhões pelo câmbio atual). De acordo com o comunicado, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o pedido de recuperação extrajudicial será formalizado à Justiça assim que forem reunidos os documentos necessários para o processo.
Sobre a abrangência da recuperação judicial, disse a empresa: “A Braskem esclarece que a recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da companhia com seus fornecedores, clientes e demais ‘stakeholders’, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente”, afirmou, em comunicado.
Com a solicitação da recuperação extrajudicial, a empresa busca o prazo de 90 dias de proteção contra ações judiciais de credores. Nesse período, a companhia vai negociar com os detentores das dívidas uma adesão de 50% mais um plano de reestruturação final. A Braskem Idesa, subsidiária da Braskem no México em joint venture com o bilionário mexicano Carlos Slim, entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). A empresa tem dívidas de US$ 2,5 bilhões.
O processo da Braskem Idesa foi comunicado na segunda-feira (17) à Securities and Exchange Commission (SEC), reguladora do mercado de capitais norte-americano. A companhia informou que a subsidiária receberá um aporte de US$ 476 milhões da Braskem.
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