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Sabado, 25 de Abril de 2026

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Polícia Federal afirma que, para fazer monitoramento efetivo, tem que colocar agentes dentro da casa de Bolsonaro

Mais cedo, ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou reforço do monitoramento por risco de fuga. Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar por coação de autoridades durante processo penal.

JP Barueri
Por JP Barueri
Polícia Federal afirma que, para fazer monitoramento efetivo, tem que colocar agentes dentro da casa de Bolsonaro
G1
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A Polícia Federal afirmou em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, para garantir a efetividade do monitoramento da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seria necessária a permanência de agentes dentro da casa dele.

Para a PF, não basta o monitoramento na porta da casa ou dentro do condomínio.

O parecer foi enviado após o ministro Alexandre de Moraes determinar, nesta terça-feira (26), que a Polícia Penal do Distrito Federal faça o monitoramento em tempo integral de Bolsonaro, com vigilância no endereço em que ele cumpre prisão domiciliar.

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A PF argumentou que a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro envia informações online, mas a internet pode cair, o que daria tempo para uma eventual fuga.

 

"Nesses casos, as violações somente seriam informadas por relatório aos operadores do sistema após o retorno do sinal, o permitiria tempo hábil para que o custodiado empreendesse uma fuga. Nesse sentido, o monitoramento eletrônico, mesmo com equipes de prontidão em tempo integral, não constitui medida impeditiva à fuga do custodiado, caso este tenha tal intenção", escreveu a PF.

Caso 'Lalau' como precedente

 

Segundo a PF, caso Bolsonaro tentasse fugir, a vigilância externa não seria suficiente para impedir a saída.

Por isso, a corporação sugeriu que fosse adotada a mesma medida aplicada no passado ao ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o “Lalau”, que teve policiais no interior de sua casa durante o cumprimento da prisão domiciliar.

Nicolau dos Santos Neto tornou símbolo da corrupção no país nos anos 1990. Ele presidia o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, em São Paulo, quando foi identificado como o principal responsável pelo desvio de R$ 169 milhões das obras da nova sede do tribunal. O escândalo ficou conhecido como “Caso TRT/SP” e ganhou grande repercussão nacional pela dimensão do rombo e pela posição de destaque ocupada por ele na Justiça.

Em 2006, Nicolau foi condenado pelos crimes de peculato, estelionato e corrupção passiva. Também respondeu por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Parte dos recursos desviados foi encontrada em contas secretas na Suíça e em imóveis de luxo. O caso revelou a participação de empresários e políticos e se tornou exemplo da necessidade de maior rigor na fiscalização das verbas públicas.

Preso em 2000, o juiz chegou a cumprir parte da pena em regime fechado, mas obteve direito à prisão domiciliar alegando problemas de saúde.

No documento, a PF também informou ter feito contato com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e que está disponível para atuar em coordenação com a Polícia Penal Federal, caso haja determinação judicial para reforço da segurança.

A manifestação ressalta ainda que a presença de agentes no interior da residência seria “imperiosa” para garantir o cumprimento da medida e evitar riscos de descumprimento.

FONTE/CRÉDITOS: G1
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