O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que sua volta a Washington não tem nada a ver com um cessar-fogo entre Israel e Irã, ao contrário do que sugeriu o presidente da França, Emmanuel Macron. Após o anúncio de que Trump deixaria de forma antecipada a reunião do G7, Macron afirmou que os EUA haviam sugerido um acordo de trégua.
"Ele não tem ideia do motivo pelo qual estou a caminho de Washington, mas isso, certamente, não tem nada a ver com o cessar-fogo. É muito maior que isso", afirmou em sua rede social Truth Social.
Trump deixou a reunião com os países que compõe o G7 um dia antes do previsto na noite desta segunda (16), no horário local —madrugada desta terça (17), pelo horário de Brasília—
Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que Trump volta aos EUA para "resolver assuntos muito importantes". O presidente afirmou "ter que voltar para Washington o mais cedo possível", e mencionou que sua volta seria "por motivos óbvios".
Segundo o canal de notícias americano "Fox News", Trump pediu que o Conselho de Segurança Nacional esteja preparado enquanto retorna.
Nesta segunda (16), o republicano usou as redes sociais para pedir para que os moradores de Teerã saíam da cidade imediatamente.
Trump também criticou o Irã por não ter assinado um acordo nuclear com os Estados Unidos e definiu o conflito atual como "vergonha" e "desperdício de vidas humanas".
"O Irã não pode ter uma arma nuclear. Eu já disse isso várias vezes", escreveu.
Declaração do G7
Os líderes do G7, reunidos no Canadá, emitiram uma declaração conjunta na segunda-feira (16), pedindo uma "desescalada" das tensões entre Irã e Israel no Oriente Médio.
No documento, segundo a Aghence France Presse (AFP), os países também destacaram que Israel tem o direito de se defender na crescente crise militar com o Irã.
"Afirmamos que Israel tem o direito de se defender", diz o texto. "Deixamos claro em todos os momentos que o Irã nunca poderá ter uma arma nuclear."
"Exortamos para que a resolução da crise iraniana leve a uma desescalada mais ampla dos conflitos no Oriente Médio, incluindo um cessar-fogo em Gaza", acrescentaram os líderes do grupo.
Ainda segundo a AFP, o documento foi assinado por Donald Trump.
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