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Sabado, 18 de Abril de 2026

São Paulo

Seca histórica derruba volume do Cantareira e coloca abastecimento de São Paulo em risco em 2026

Análise mostra cenários de chuva prováveis para São Paulo e indica que, mesmo no volume de chuva mais otimista, São Paulo ainda teria que passar por restrições no abastecimento.

JP Barueri
Por JP Barueri
Seca histórica derruba volume do Cantareira e coloca abastecimento de São Paulo em risco em 2026
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São Paulo vai ter dificuldades para manter a água na torneira em 2026. É o que mostra uma análise feita a pedido do g1 que indica em que nível pode chegar o Sistema Cantareira caso chova ou não. Segundo os dados, mesmo no cenário mais favorável, a capital e as cidades abastecidas devem enfrentar restrições na distribuição de água. Sem a chuva, o risco é que as milhões de pessoas que dependem dessa água enfrentem uma nova crise como a de 2014.

O estado de São Paulo é abastecido pelo conjunto que reúne sete reservatórios interligados, entre eles o Sistema Cantareira -- principal da cidade de São Paulo. Na capital e região metropolitana, cerca de 8 milhões de pessoas dependem do reservatório.

Em 2025, no entanto, o Sudeste enfrentou uma das temporadas mais secas dos últimos dez anos, mais severa até do que a registrada em 2014 e 2015, período da maior crise hídrica da história recente paulista. A falta de chuva impactou a bacia do Cantareira. Foram pouco mais de 900 milímetros de chuva -- o menor volume em dez anos.

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➡️O efeito em cascata foi a queda no volume de água disponível no reservatório. Até a última atualização antes da publicação desta reportagem, o volume estava em cerca de 19% -- o mais baixo visto desde a crise de 2014.

Quando o nível está abaixo de 30%, um protocolo é ativado e é preciso retirar menos água do reservatório para manter a mesma demanda. Hoje, o sistema está funcionando com volume reduzido e, se chegar ao limite, o volume de água disponível para a população pode chegar à metade do que é distribuído em uma situação normal.

Para entender o que pode acontecer nos próximos meses, pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que acompanham a situação, elaboraram a pedido do g1 uma análise considerando diferentes cenários de chuva para o Cantareira.

 
Nesta reportagem, você vai ler:
 

O que pode acontecer com o Cantareira?

 

Para estimar o que pode acontecer com o sistema Cantareira nos próximos meses, pesquisadores do Cemaden fizeram uma análise considerando diferentes volumes de chuva ao longo de 2026.

Eles levam em consideração a média, ou seja, o que historicamente chove nessa região -- esse número é resultado de mais de uma década de observações. Depois, analisaram o que aconteceria em cenários em que a chuva foi 25% ou 50% inferior ao esperado.

O que pode acontecer com o sistema Cantareira — Foto: Arte/g1

O que pode acontecer com o sistema Cantareira — Foto: Arte/g1

 

Ao g1, a Agência Nacional de Águas (ANA), órgão que atua na gestão hídrica junto à Sabesp, empresa privatizada que assumiu a gestão na cidade, a situação é urgente e o órgão acompanha com preocupação a seca no Cantareira, que é crucial para São Paulo.

FONTE/CRÉDITOS: g1
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