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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

Economia

Fornecedora de fabricante de armas do RS concede férias coletivas por impactos do tarifaço

Medida afeta ao menos 40 trabalhadores de uma empresa subsidiária e fornecedora da Taurus. Exportações para os EUA foram impactadas pela nova taxação.

JP Barueri
Por JP Barueri
Fornecedora de fabricante de armas do RS concede férias coletivas por impactos do tarifaço
G1
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Ao menos 40 funcionários de uma empresa subsidiária e fornecedora de peças da fabricante de armas Taurus, em São Leopoldo, Região Metropolitana de Porto Alegre, entraram em férias coletivas desde a primeira semana de agosto. A medida foi tomada pela empresa após os efeitos do tarifaço que impactou as exportações para os Estados Unidos.

A empresa tem operação no Condomínio de Fornecedores da Taurus. Os produtos tinham como destino específico o mercado norte-americano.

"A medida faz parte da estratégia informada anteriormente de início da transferência de montagem das pistolas da família G para a unidade da Taurus nos Estados Unidos, a partir de setembro, e antecipação da exportação de peças e componentes, com o intuito de minimizar o impacto da 'taxação'", afirmou o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.

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Inicialmente, as férias foram concedidas por 15 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 15. Sindicatos foram chamados para negociar alternativas com a empresa.

 

📉 Exportações comprometidas

 

A Taurus exporta 80% de sua produção em São Leopoldo para os Estados Unidos e emprega 2,7 mil trabalhadores. A direção da empresa informou que a taxa de 50% sobre os produtos praticamente inviabiliza as exportações.

Em Montenegro (RS), a unidade da Companhia Brasileira de Cartuchos também comunicou férias coletivas a 250 dos 2.500 funcionários. A empresa é, atualmente, a quarta maior geradora de retorno de ICMS para o município.

A empresa negocia com o governo do estado uma medida compensatória para antecipar o pagamento de créditos de ICMS, como forma de reforçar o caixa e enfrentar o período de queda nas exportações.

Em nota o diretor executivo Comercial & Marketing da CBC, Paulo Ricardo Gomes, afirmou que a empresa "está revendo seu planejamento estratégico e adotando medidas para minimizar os efeitos do 'tarifaço' de 50% imposto a produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos".

Confira o restante da nota:

"lém disso, caso a sobretaxa permaneça em vigor, até um terço das linhas de produção podem ser transferidas para os Estados Unidos, maior mercado consumidor de munições do mundo. Isso porque a CBC precisa fazer frente a outros concorrentes norte-americanos e internacionais que vendem nos Estados Unidos e com 50% a mais de tarifa não é possível competir. Neste contexto, a companhia está buscando alternativas, porém não existe um mercado consumidor tão forte como o norte-americano. Por mais que a empresa desenvolva o mercado europeu e o asiático, onde a CBC já vende seus produtos, acreditamos que pode haver impactos e, talvez, seja necessário fazer ajustes no número de funcionários e transferir, eventualmente, algumas linhas para os Estados Unidos.

 

FONTE/CRÉDITOS: G1
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JP Barueri

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JP Barueri

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