Em meio a lesões e momentos ruins de atacantes de peso e história no clube, um garoto de apenas 18 anos tem roubado as atenções neste momento da temporada corintiana. Gui Negão já havia resolvido o jogo em Curitiba, e foi fundamental mais uma vez na noite desta quarta-feira, na Neo Química Arena. Fez gol e deu assistência nos 2x0 que levaram o Timão para a semifinal mais uma vez.
Ao todo o garoto já soma cinco gols e uma assistência nos dez primeiros jogos como profissional do Corinthians. Média excelente. Principalmente em um período de busca por aprimoramento da equipe. O Athletico não deixou de ser agressivo e tentou surpreender os paulistas. Teve dois gols corretamente anulados e perdeu um pênalti. Fatores que valorizaram a classificação anfitriã com duas vitórias.
Escalações
Dorival Junior contou com os retornos de Matheuzinho e Yuri Alberto. Mas apenas o lateral foi titular. Yuri começou no banco. Dorival não teve Raniele e Carrillo. Escalou Angileri em uma trinca de zagueiros com João Pedro e Gustavo Henrique. André Ramalho foi outro desfalque. Gui Negão fez companhia a Memphis Depay no ataque. Maycon ganhou sequência no meio.
Já Odair Hellmann escalou um time misto, já que o Furacão dá prioridade a sua recuperação na Série B do Brasileirão. Bruno Zapelli, Mendoza e Patrick ficaram no banco. Dudu, Julimar e Élan Ricardo foram titulares.
O jogo
Se alguém esperava um 1º tempo morno em Itaquera, fruto da vantagem conquistada pelo Corinthians em Curitiba e do time modificado do Athletico, acabou se enganando. Os primeiros 48 minutos de partida foram interessantes e movimentados. O Furacão chegou a ter um gol bem anulado e, apesar da estratégia mais reativa, não deixou de ser agressivo ao ter a bola.
O Timão chegou ao triunfo parcial em um erro de saída de bola de Élan Ricardo e Felipinho aos 42 minutos. Gui Negão roubou e fez grande jogada para deixar Garro na cara do gol. O argentino driblou Santos e marcou. O tento saiu no momento mais criativo do Corinthians na 1ª etapa. Antes disso, João Pedro e Breno Bidon tinham chegado muito perto de abrir o placar.
Depois de encontrar alguns problemas para sair dos encaixes da forte marcação do Furacão, o time paulista achou uma ótima maneira de produzir pelo lado esquerdo. Angileri saía do combate de Julimar e se projetava com a bola dominada. Matheus Bidu se mexia da esquerda para dentro e se oferecia para tabelas. Bidon ou Garro se aproximavam do setor para gerar boas trocas de passe.
O Athletico não foi tão eficaz para marcar nesta faixa do campo, mas levou bastante perigo em escapadas rápidas com Julimar e Viveros. O colombiano teria aberto o placar ao realizar grande jogada aos 24 minutos, mas cometeu falta em Maycon. Seu companheiro de ataque foi responsável por dois contragolpes agudos pela direita. Faltou mais gente para finalizar os cruzamentos.