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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026

Economia

Petrobras anuncia aumento na gasolina, mas preço não deve ser alterado nas bombas

Petroleira afirma que valor médio de venda a distribuidoras subirá R$ 0,19, chegando a R$ 3,24 por litro.

JP Barueri
Por JP Barueri
Petrobras anuncia aumento na gasolina, mas preço não deve ser alterado nas bombas
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Petrobras anunciou na noite desta terça-feira (9) que aumentará em R$ 0,19 por litro o preço da gasolina vendida às distribuidoras do país. O reajuste, entretanto, não terá efeito nas bombas devido às novas medidas contra a alta nos combustíveis anunciadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a menos de um mês da eleição.

Segundo a petroleira, o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,24 por litro. A estatal ainda afirma aguardar a publicação de novos atos legais para revisar o preço de venda do óleo diesel, que também terá subvenção federal.

O governo federal anunciou um novo pacote de medidas de contenção dos custos de combustíveis, em meio em meio à retomada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã.

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Lula editou um decreto e uma medida provisória que reduzirão R$ 0,63 por litro de PIS/Cofins na gasolina e R$ 0,19 por litro de etanol hidratado, além de prever mais R$ 1,00 de subvenção máxima para cada litro de diesel. Essas três medidas terão um impacto mensal aproximado de R$ 7 bilhões.

O combustível tinha subvenção de R$ 0,44 do governo deste maio, quando foi publicada Medida Provisória buscando amortecer os impactos da guerra no Oriente Médio ao consumdidor e à cadeia produtiva do país. O ato, entretanto, perdeu a validade nesta quarta, e foi substituído pelos novos benefícios fiscais.

Com as novas reduções, fica zerada a cobrança de PIS e Cofins sobre o etanol.

Para a gasolina, a carga tributária fica em R$ 0,16 por litro. A medida vale a partir desta quinta-feira (10) e dura até 9 de outubro, pouco depois do primeiro turno das eleições.

Para o diesel, como já há uma subvenção de R$ 1,12 em vigor até o dia 26 de setembro, o subsídio total neste período será de R$ 2,12 por litro. Ao final do mês, o governo reavaliará se a subvenção de R$ 1,12 para o diesel será mantida.

As medidas são anunciadas em um momento no qual o petista está pressionado nas pesquisas eleitorais de 2026 pelo crescimento do principal concorrente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada na terça-feira (8), os dois aparecem empatados tecnicamente em simulação de segundo turno, com 46% de intenção de votos para Lula e 44% para Flávio.

A pressão nos valores de combustíveis tem relação com a retomada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã, que tiveram como alvos preferenciais navios-petroleiros. A cotação do petróleo Brent voltou a bater a casa dos US$ 100 (R$ 510) por barril nesta quarta, a primeira vez em três meses.

Também foi publicada uma medida provisória liberando R$ 6,6 bilhões para pagamento dos benefícios concedidos às refinarias de combustíveis desde maio deste ano. O ato é uma mudança de rota após declarações do Ministério da Fazenda sobre interrupção gradual dos subsídios.

FONTE/CRÉDITOS: noticiasaominuto
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