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Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026

São Paulo

Conheça o BRAvO, novo batalhão da PM de SP que usa inteligência e motos para reforçar o policiamento

Com 250 policiais e 150 motocicletas, unidade começou a atuar em 22 de setembro e abordou mais de 3,1 mil pessoas e fiscalizou 1.659 veículos em uma semana

JP Barueri
Por JP Barueri
Conheça o BRAvO, novo batalhão da PM de SP que usa inteligência e motos para reforçar o policiamento
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O Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO) é uma nova unidade da Polícia Militar de São Paulo criada pelo Governo de São Paulo para reforçar o policiamento em regiões e corredores onde os indicadores apontam maior concentração de roubos e furtos. O modelo combina três elementos: inteligência policial, mobilidade e capacidade de resposta. A atuação começou em 22 de setembro, na capital, e já resultou na prisão de 34 pessoas na primeira semana.

O BRAvO conta com 250 policiais militares e 150 motocicletas empregadas por dia. As equipes são direcionadas conforme a análise de indicadores criminais, mapas de concentração de ocorrências e informações produzidas pelo sistema Muralha Paulista. O batalhão representa maior concentração de força policial nos locais e horários em que os dados apontam maior necessidade de presença, em vez de manter o efetivo fixo em uma única região.

Nos sete primeiros dias de funcionamento, o BRAvO prendeu 34 pessoas, das quais oito eram procuradas pela Justiça. No período, as equipes também recuperaram três veículos roubados ou furtados, apreenderam cinco celulares, drogas e R$ 5,2 mil em dinheiro. As equipes abordaram mais de 3,1 mil pessoas e fiscalizaram 1.659 veículos, sendo 1.167 motocicletas e 492 automóveis. As operações realizadas na primeira semana passaram por regiões das zonas Central e Sul da capital. 

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Um batalhão com estrutura diferente

Embora seja uma unidade permanente da Polícia Militar, o BRAvO tem um modelo de composição diferente de um batalhão territorial tradicional. Os policiais, motocicletas e outros recursos podem ser mobilizados de diferentes unidades para uma determinada missão e, depois, retornar às suas unidades de origem.

O modelo reúne experiências de unidades como ROCAM, BAEP, Força Tática e policiamento de trânsito. A composição é feita de maneira modular, conforme a necessidade identificada pela inteligência e pelos indicadores de criminalidade. Assim, a mesma região que eventualmente disponibiliza parte de seus recursos pode posteriormente receber a concentração do BRAvO quando os dados indicarem essa necessidade.

A coordenação das operações também é integrada ao policiamento já existente. Quando o BRAvO é mobilizado para determinada região, a operação é coordenada pelo comandante do batalhão territorial responsável pela área, permitindo combinar a força mobilizada com o conhecimento das equipes que já atuam naquele território.

Inteligência define onde as equipes vão atuar

Um dos principais elementos do modelo é a utilização de dados para definir o emprego das equipes. O BRAvO recebe informações da inteligência policial e do Muralha Paulista, que reúne dados e mapas de concentração de ocorrências para indicar áreas com maior incidência de crimes.

O programa do Governo de SP conta com 125,5 mil sensores e câmeras espalhados pelo Estado, cujas informações integram as bases utilizadas para orientar o trabalho policial. No caso do BRAvO, esses dados ajudam a identificar regiões e corredores que demandam reforço e permitem redistribuir as equipes conforme a dinâmica das ocorrências.

O BRAvO começou a operação com 150 motocicletas por dia. Para estruturar a frota, foram adquiridas inicialmente 140 motocicletas, com investimento de cerca de R$ 5,7 milhões, além de motos que já pertenciam à Polícia Militar e passaram a ser empregadas nas operações. A previsão apresentada pela PM é adquirir outras 450 unidades até o fim do ano.

A atuação inicial está concentrada na capital, mas o modelo foi concebido como uma capacidade flexível da Polícia Militar e uma estrutura permanente, que deverá continuar sendo empregada conforme as necessidades identificadas pela análise criminal e pelo planejamento operacional da corporação.

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